Um serão de encanto com a Tuna da Associação Musical de Freamunde.
Na noite de 10 de setembro, no coração das Festas de Nossa Senhora da Pena, a música vestiu-se de emoção e Mouçós viveu um daqueles momentos que ficam guardados na memória e no coração.
Integrado na Semana Cultural das Festas de Nossa Senhora da Pena, o concerto da Tuna da Associação Musical de Freamunde foi muito mais do que uma atuação: foi um encontro de sentimentos, de memórias e de tradição, conduzido com sensibilidade e mestria pelo maestro e professor António Brandão.
Sob a sua direção, vozes e instrumentos entrelaçaram-se numa viagem pelas melodias tradicionais portuguesas, fazendo ecoar no ar histórias antigas, lembranças dos nossos avós e o perfume das nossas raízes. Cada acorde parecia contar uma história; cada voz parecia trazer consigo um pedaço da nossa identidade.
Houve momentos de ternura, de nostalgia e de profunda beleza. Momentos em que o tempo pareceu parar e em que a música conseguiu dizer aquilo que tantas vezes as palavras não conseguem explicar.
O público deixou-se envolver por essa atmosfera mágica, entre sorrisos, emoção e silêncio atento, numa noite em que a tradição se encontrou com o presente e a música se tornou uma verdadeira declaração de amor à cultura portuguesa.
E talvez seja esse o maior encanto da música: ter o poder de nos levar para longe sem nunca nos afastar das nossas raízes.
Foi assim o serão de 10 de setembro: uma noite de encanto, de emoção e de memória, em que a Tuna da Associação Musical de Freamunde, sob a direção do maestro António Brandão, deixou nas Festas de Nossa Senhora da Pena uma melodia que continuará a ecoar muito depois de as luzes se apagarem.
Porque há concertos que terminam quando se cala a última nota…
e há outros que continuam a tocar dentro de nós.
Manuel Queirós