No dia 26 de abril, em Vilar de Figos, a Festa de Nossa Senhora do Rosário, a eterna Festa das Rosas, viveu-se um dia de pura magia, onde a fé floresceu e a música tocou o coração.
O dia despertou envolto num sol suave e radiante, como se a própria luz viesse abençoar Vilar de Figos e acariciar aquele domingo único. Sob esse brilho dourado, as ruas, vestidas com as tradicionais cordas floridas, ganhavam ainda mais encanto, como se respirassem vida e emoção à chegada da Banda de Freamunde na grandiosa Festa de Nossa Senhora do Rosário.
Nesse ambiente de rara beleza e profunda devoção, seguiu-se um concerto absolutamente sublime, que elevou ainda mais a grandeza desta celebração em honra da Padroeira. As primeiras notas subiram ao céu como preces cantadas, abraçando cada alma num sentimento doce e sereno. O som espalhou-se entre sorrisos, olhares comovidos e o perfume das flores, como se o próprio céu estivesse, em silêncio, a escutar.
Ao início da tarde, o terço foi rezado com profunda devoção e silêncio sentido, num recolhimento cheio de alma. Seguiu-se a majestosa procissão em honra de Nossa Senhora do Rosário, um dos momentos mais emocionantes de toda a festa. A imagem da Senhora percorreu as ruas entre pétalas, promessas e lágrimas discretas, acompanhada pela imponente presença da Banda de Freamunde, que deu voz à fé através da sua música.
Cada passo da procissão parecia suspenso no tempo. O som da banda envolvia o cortejo com uma doçura solene, transformando cada nota numa oração, cada silêncio numa promessa, cada olhar numa forma de amor. O tão esperado Carro das Rosas voltou a espalhar flores pelo caminho, deixando atrás de si um rasto de beleza e emoção impossível de esquecer.
Após a procissão, num momento de profunda emoção e solenidade, deu-se início ao aguardado concerto. E foi verdadeiramente grandioso. Uma verdadeira multidão reuniu-se para assistir, enchendo o recinto de aplausos, admiração e uma energia quase indescritível. Cada peça interpretada parecia contar uma história da terra, da tradição, da saudade e da esperança.
Foi um concerto vivido com o coração aberto, onde a música uniu gerações e fez com que todos se sentissem parte de algo maior. Havia brilho nos olhos, emoção nas palmas e silêncio respeitoso entre cada nota, como quem sabe que está a viver um momento raro.
E depois chegou a despedida.
Uma despedida grandiosa, daquelas que ficam para sempre. A Banda de Freamunde encerrou o dia com uma elegância comovente, deixando no ar uma espécie de saudade bonita, daquelas que nascem quando sabemos que vivemos algo verdadeiramente especial. Entre aplausos demorados, rostos emocionados e corações cheios, ficou a certeza de que a música, quando nasce da alma, também é uma forma de amor.
Um profundo agradecimento à Comissão de Festas pela forma exemplar como fomos recebidos e acarinhados ao longo desta festa, bem como pela confiança depositada ao convidar-nos a fazer parte de um momento tão especial.
Assim terminou mais um capítulo da Festa das Rosas de Vilar de Figos com flores no caminho, fé no peito e a música da Banda de Freamunde eternamente guardada na memória de todos os que tiveram o privilégio de sentir aquele dia inesquecível.
Manuel Queirós
Festa das Rosas - Vilar de Figos